Bernard Chapais and Carol M. Berman. Oxford University Press: 2004. Kinship plays tem um importante papel nas vidas dos humanos, bem como na vida de outros animais. Em nenhum lugar isso é mais bem ilustrado que o comportamento de nossos parentes vivos mais próximos, os primatas não humanos. Estudos pioneiros de macacos japoneses na década 1950 revelaram que fêmeas geneticamente aparentadas formam uma união estável em suas sociedades e que essas fêmeas se unem e cooperam em muitos contextos comportamentais. Pouco tempo depois desses achados, W. D. Hamilton publicou seu trabalho sobre inclusive fitness e kin selection. Os estudos de Hamilton forneceram uma forte sustentação teórica para o entendimento do comportamento das fêmeas de macaco. Esse casamento da teoria e das observações empíricas tem sido compilado em livros textos e está sendo arraigado nas mentes de uma geração de primatologistas. Ainda que, a despeito desse casamento feliz, há grandes gaps em nosso entendimento dos fatores imediatos e definitivos que afetam a consaguinidade nas sociedades primatas. Exatamente como os primatas reconhecem seus parentes? E o kin selection prova ser como a força poderosa na evolução da sociedade primata como geralmente é assumido? Essas duas questões encontram-se no coração de Kinship and Behavior in Primates , editado por Bernard Chapais e Carol Berman. O livro é dividido em 5 partes com total de 20 capítulos. O capítulo introdutório, escrito pelos editores, expõe os tópicos que serão tratados e estabelece os fundamentos para compreender o restante do volume. A primeira parte do livro traz temas metodológicos e descreve como novas técnicas moleculares estão sendo aplicadas para determinar a consaguinidade. A segunda parte do livro fornede um background de ecologia, de genética de populações e de demografia, para examinar as relações de consaguinidade em grupos sociais de primatas, com capítulos específicos para cada um desses tópicos. A terceira parte do livro traz o cerne empírico do volume, mostrando como o estudo das fêmeas dos macacos do Velho Mundo é utilizado para ilustrar o nepotismo em primatas. Além disso, mostra como é difícil determinar a filiação utilizando somente observações do comportamento, uma vez que as fêmeas mantêm relações com múltiplos machos. A quarta parte do livro traz estudos de como os primatas reconhecem seu parentesco e mostra como há poucos trabalhos nessa linha conduzidos com primatas. Há uma revisão do atual estado de nosso conhecimento com relação ao viés de parentesco e ao favoritismo que acontece em primatas. A última parte do livro faz menção ao parentesco humano, onde é comparado e contrastado o parentesco em sociedades humanas e em primatas não humanos. Esse livro claramente identifica as falhas no conhecimento sobre o parentesco e irá, sem dúvida alguma, motivar os futuros pesquisadores a preenchê-los. Se os leitores interessados em comportamento humano e evolução querem relembrar o que se conhece desta pesquisa em anadamento, Kinship and Behavior in Primates pode ser um bom lugar para começar. * Modificado de John C. Mitani. Resenha publicada na Evolution and Human Behavior. 2005. 26 (2): 202-205.
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