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“Madame Bovary’s Ovaries: a Darwinian Look at Literature.” David P. Barash e Nanelle R. Barash. Delacorte Press: 2005. 272 p.

Direto da Editora:

O que o elefante marinho pode nos dizer sobre a Ilíada de Homero?
Como os gorilas iluminaram os trabalhos de Shakespeare?
O que os morcegos vampiros tem com John Steinbeck?

Madame Bovary's Ovaries

De acordo com o psicólogo evolucionista David Barash e a sua filha Nanelle, as respostas encontram-se na palavra a mais importante na biologia: evolução. Característico de cada animal, desde ácaros até macacos, nosso comportamento diário tem sido moldado por milhões de anos de seleção natural. Sendo assim, não é surpresa entender que as forças naturais que direcionam os animais em geral e os Homo sapiens em particular são claramente visíveis nos personagens da literatura, de Tom Jones de Henry Fieldings até Bridget Jones de Helen Fielding. Visto através das lentes da biologia evolutiva, o espirituoso repertório de encontros de Jane Austen, a fúria trágica de Otelo, o “griping” de Holden Caufield e os indiscretos escândalos de Madame Bovary.

As formas como nos apaixonamos e saímos do amor, a lealdade por nossos amigos, rivalidade contra nosso inimigos e disputas com nossos parentes tem suas raízes em imperativos biológicos que não compartilhamos somente com primatas, mas com um surpreendente leque de outras criaturas. O resultado é uma nova maneira de ler, uma nova abordagem às histórias que revelam a natureza humana exposta na literatura.

Usando as idéias de ponta do Darwinismo contemporâneo, os autores mostram como os heróis e heroínas de nossas histórias favoritas foram moldados tanto pela evolução quanto pelo gênio de seus criadores, revelando uma galeria de personalidades, de Agamêmnon a Alexander Portnov, que tem mais em comum com pássaros, peixes e outros mamíferos do que podemos imaginar.

Como engajar e informar como uma boa história, Madame Bovary’s Ovaries é tanto uma introdução acessível a uma fascinante área da ciência como um provocativo olhar em nossa estimada herança literária. O livro mostra, sobretudo, uma maneira deliciosa como a ciência e a literatura podem iluminar uma a outra.

Há uma excelente crítica do livro, feita por Michel Raymond do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montepellier na França na Nature de 5 de maio de 2005 (435: 7038).

 

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